segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Toque-me, devagar...

Seus lábios pálidos da dor
Obedecem a ilusão
Doce sensação amena
Aquela sensação...
Pele leve, angustia, tensão...
Não há preocupação se o corpo é vão
A alma é infinita
E sua beleza amiga
Sempre revela a dose agridoce da sua graça
Parceira na massa
Amor na raça
Amigos na praça
Um beijo na névoa, uma taça...
Calmaria...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ontem quis mentir com você

Flutuei na ironia
Bebi sua fadiga
Somei minhas pistas
Em mim...

Beijei sua nuca
Sorri sem desculpas
Soltei vozes agudas
Sem fim...

Não quer dizer nada
Parece quer significância
Mas não tem
(E)Só...

Poderia ser eu, poderia ser você, poderia ser nós, poderia ser três, poderia ser 5, poderia ser 6, poderia ser 7, só mais uma vez...
Poderia ser sol, poderia ser ar, poderia ser um taxi, poderia ser par, poderia ser sombra, poderia ser lar, dividido por mês...
Lembra-se das promessas?
Já quebrei...
Lembra-se da lembrança?
Não apaguei.
Esta tudo aqui, flutuando num posso vazio...
Remando o vento parado
Bebendo do vinho errado
Camurça do pêssego
Caroço no copo
Mente no chão...

As nuvens e seus formatos

E se eu olho nos olhos o espelho da sua alma
Beijo a linha no contorno da sua imagem purpura
Linda e obscura...
Sobrecarregada de gentil relevância
Pergunto a mim e a tudo
Pergunto se a plenitude da sua existência é única
Intransferível deve ser
Pois importante é sem duvida
E sem duvida algo parecido nunca vou encontrar
Nem desejo
Pois nada é igual
Semelhante não é o mesmo
Intensidade é mergulhar em um mar de equilíbrio
E flutuar a seu lado almejando os céus
Sendo parte do azul
Limpido azul
Infinito azul
Nós somos nós entrelaçados
E nós sempre seremos
Nós...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pra você...

E se me pego olhando para o seu perfil
Como naquela velha melodia
Seus olhos nas sombras
Seus lábios atrás dos seus cabelos
Penso na ternura
Presente é a amizade...

A amizade é presente
E a culpa é ausência
Minha ausência
Perda...
Torpor

Como pode ser tão terna?
Como posso me desculpar
A beleza de não exigir desculpas já é perdoar...
Me acalmar

Sou uma fagulha efêmera perto da essência do seu talento
Sou sem querer arrogante em minha homenagem
Mas é só porque quero existir na sua expressão
Na minha amadora pseudopoesia sincera...

Rimar de propósito já não ouso faz tempo
Carrego o fardo do não esquecimento
Das pessoas que me consideraram mesmo ao relento
Sobre a garoa incerta do meu silencio...

Mas concordo com o sábio
A amizade é uma alma abitando dois corpos
E um Ser sem amigos é apenas substancia sem ato
Matéria prima sem escultor
Artífice sem aparato
Ilusoriamente inexato

Posso lhe agradecer agora
Posso lhe conhecer a qualquer hora
Seu Espirito leve faz parte da minha nova aura
Um objetivo, um salto,
Um tempero agridoce e de aroma sensato
Porto seguro latente da minha dor
Do entendimento do amor

Por mais que eu não te encontre eu já te encontrei
Por mais que eu não te veja eu já vislumbrei
E não me importa a intensidade do meu Ser-ai
Seu Ser-aqui preenche minha solidão
Agradeço aos quatro elementos
Essa exaltação
Proporção
Menção
Puro Ato circular de realização...