quinta-feira, 14 de abril de 2011

Poesia Instantânea I

E o silente não é ausente, e se teu semblante é rubro, vermelho como seus lábios finos e densos, é só porque não temes o jogo das palavras. Poesia em linha reta, olhos embotados do plastico escudo, combatente da expressão da alma...
se queres filosofar, é só por que a vida pede? ou é porque pedir a vida é filosofar?
some o presente do seu presente... e seu coração se desfacelará... na possibilidade do possivel ... o impossivel acalantar do espírito.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mais uma vez o “se”...

Remendo meu suspiro, embrulho meu peito;
No reencontro, na despedida do que nunca foi ou será

Se tenho noticias de longe
Se lembro do beijo seco, imaginário, mas doce
Se persevero, perseverança recebo, boa ou má
Se respiro fundo...
Como reflexo inunda-me as córneas de saudade
Pura ocasião infantil...
Cheia de indivisível magoa e prazer
E que também se enche de um “não caber”
Um punhado de “se sentir por dor ou prazer”...
Me desvinculo do ser humano
Do ser inumano
Da vontade de desaparecer...

Mantrico seria seu beijo, pra mim e pra você
Tranquilo seria o desfecho...
Sem lamurias no desfazer...
Nas plantas que nascem das frestas dos azulejos
Das vozes que querem um gracejo
Fazer circo nos corações alheios
Através dos nossos alheios corações...

E se você...
E se eu...
E se nós...
Tudo é teu...
Nada é meu...
O humano é vão...