quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Significado (final): A busca do significado, construindo memórias.


A meia luz da tarde púrpura
Na calmaria tediosa dos domingos
Sobre o semblante repetido da relevante intenção
O conhecimento é algo vil? A ignorância, benção de alguns seria a benção de todos?
“Ser sábio é saber a hora certa em abdicar a própria sabedoria”
Disse um velho e eterno jovem Sábio.

“Amizade é uma alma habitando dois corpos”
– sussurrou o filósofo dos filósofos em seu suspiro, na busca por equilíbrio e moderação -
“Há uma circulação comum, uma respiração comum. Todas as coisas estão relacionadas.”
- murmurou o primeiro grande médico, e assim, polvilhou as mentes e os corpos com algo além da matéria e através da matéria –

Mas o jovem e imperito pensador
Amador nas virtudes da desconfiança
Apreciador da arte de viver, mesmo sem compreensão satisfatória
Ainda admira a simplicidade do espírito
Das boas intenções...

Mas o jovem e solitário pensador
Sonhador da realidade
Reverendo profundo da beleza contida no mistério
Espalha tristeza e sente a dor do mundo...
A sofreguidão intima e empática das auras coloridas
Da vontade de ser visto como alguém verdadeiro

A teoria não é nada sem a pratica
Não há excelência da pratica sem a teoria

Este é um escrito diverso
Cheio de reverso seguem os versos
Pequenas meditações, água fermentada de emoções
Melodias calmas na penumbra
Mente moribunda e soturna
A resolução de uma fase
O que seria de mim sem a cartase?

Entenda, sinceridade é meu mal
Mas vivacidade é algo que não se compra
Da-se de presente
O silencio é a alvorada que aguarda o crepúsculo das ideias
Não sou a relva do caminho, como aquela que já passou
Ou aquela que esta por vir, e não se sabe mais diferenciar com o sopro do tempo
Muito menos a pedra de Drummond...
Sou mais como a brisa da maré
Aquela que no fim da tarde suaviza os rostos, mas só se encontra naquele lugar
Sou mais como o atalho do caminho que leva ao conforto do seu lar
Sou o auxilio...
Sou o construtivo no penar...

A grande beleza das pequenas mãos
A timidez do sorriso, do olhar...
Os cabelos meticulosamente presos, negros...
A independência, certa inconsciente transcendência
Muitas canções e escritos pra você
E o fim se prostra como se deve
E que o filósofo dos filósofos rompa a película do tempo
E que a amizade tome forma e habite dois corpos
E que as areias da ampulheta revistam seu coração... Um quinhão, o carinho é o caminho pra tudo...
Sou e sempre serei seu eterno “pseudo-poeta”
Sou o comum...
Ser de virtudes e defeitos incomuns
Sou a incerteza que surpreende com a certeza
Sou mais um sem ser mais um
Sou só eu...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pequeno Príncipe: Ensina-me a ser só eu...


E se o acaso não é por acaso
Espero que o caso não seja apenas um caso
Casualmente não pode ser descaso
Do acaso a ocasião
Ocasionalmente que venham novos acasos
Devagarzinho, bem devagar...
Vou ficar sozinho
Só eu...

Nada


Até que ponto a poeira cósmica resvala na carne viva?
O tempo é o Ás de espadas da contravenção...
Olhos cheios de lagrimas, repulsa, incompreensão.
Comendo o próprio vomito, sentimentos...
Desintoxicação!

Escrevendo palavras que nunca serão lidas
Que se fossem não seriam entendidas
Nem por mim nem por minhas tripas
Vontade de deixar tudo pra trás

Quanto mais profundo, mais chato e disforme
Quanto mais sincero, sem graça e sem toque
Pessoas estúpidas por todos os lados
Estupidez minha em todo lugar

Não é ódio não
É só infantilidade
E sobre a visão da maldade
A imperfeição vai me aceitar

Não é ópio não
É só humanidade
E sobre a miséria e a bondade
A perfeição vai me matar

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Desintoxicação – 2


Confuso, dispare...
Faltas de respostas, mal estar pós-civilidade;
Encaro meu par de tênis  durante algumas horas
Branco...
Mente...
Vazio...
Por quê?

Não existe conclusão
Só existe caos...
Entender ordem no caos?
Risos...
Gargalhadas sem fim