A meia luz da tarde púrpura
Na calmaria tediosa dos domingos
Sobre o semblante repetido da relevante intenção
O conhecimento é algo vil? A ignorância, benção de alguns seria a benção de todos?
“Ser sábio é saber a hora certa em abdicar a própria sabedoria”
Disse um velho e eterno jovem Sábio.
“Amizade é uma alma habitando dois corpos”
– sussurrou o filósofo dos filósofos em seu suspiro, na busca por equilíbrio e moderação -
“Há uma circulação comum, uma respiração comum. Todas as coisas estão relacionadas.”
- murmurou o primeiro grande médico, e assim, polvilhou as mentes e os corpos com algo além da matéria e através da matéria –
Mas o jovem e imperito pensador
Amador nas virtudes da desconfiança
Apreciador da arte de viver, mesmo sem compreensão satisfatória
Ainda admira a simplicidade do espírito
Das boas intenções...
Mas o jovem e solitário pensador
Sonhador da realidade
Reverendo profundo da beleza contida no mistério
Espalha tristeza e sente a dor do mundo...
A sofreguidão intima e empática das auras coloridas
Da vontade de ser visto como alguém verdadeiro
A teoria não é nada sem a pratica
Não há excelência da pratica sem a teoria
Este é um escrito diverso
Cheio de reverso seguem os versos
Pequenas meditações, água fermentada de emoções
Melodias calmas na penumbra
Mente moribunda e soturna
A resolução de uma fase
O que seria de mim sem a cartase?
Entenda, sinceridade é meu mal
Mas vivacidade é algo que não se compra
Da-se de presente
O silencio é a alvorada que aguarda o crepúsculo das ideias
Não sou a relva do caminho, como aquela que já passou
Ou aquela que esta por vir, e não se sabe mais diferenciar com o sopro do tempo
Muito menos a pedra de Drummond...
Sou mais como a brisa da maré
Aquela que no fim da tarde suaviza os rostos, mas só se encontra naquele lugar
Sou mais como o atalho do caminho que leva ao conforto do seu lar
Sou o auxilio...
Sou o construtivo no penar...
A grande beleza das pequenas mãos
A timidez do sorriso, do olhar...
Os cabelos meticulosamente presos, negros...
A independência, certa inconsciente transcendência
Muitas canções e escritos pra você
E o fim se prostra como se deve
E que o filósofo dos filósofos rompa a película do tempo
E que a amizade tome forma e habite dois corpos
E que as areias da ampulheta revistam seu coração... Um quinhão, o carinho é o caminho pra tudo...
Sou e sempre serei seu eterno “pseudo-poeta”
Sou o comum...
Ser de virtudes e defeitos incomuns
Sou a incerteza que surpreende com a certeza
Sou mais um sem ser mais um
Sou só eu...
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