Moça! Moça silente...
Olhar baixo, leve, sotaque ausente
Se velas teus caminhos com poucos olhos
É porque a irreverencia é o caminho...
Baila a vida sem bailar
Em seus pequenos passos
Degusta o tempo
Ínfimos longos momentos
Sussurra pra si mesmo: “Quieta no meu cantinho”
Numa pirueta imaginaria
Em uma vontade única e planetária
Coreografa o grafiar sublime de sua própria existência
Sorrisos e espasmos bonitos
Como na canção dos sonhos siameses
A carruagem volta a ser abóbora
Mas o brilho continua a reverberar
A tilintar... cristalizar...
Não, não há ranger, constranger, nem envaidecer...
É só inspiração, criação, reação...
Fagulhas obtusas da arte, do ser.