Caminhei pelo cheiro da manhã vazia
Pedras se juntando na multidão
Quis saber do futuro, do presente nunca mais
Olho o passado e digo nunca mais...
Naquele velho livro cor de terra
Naquela velha fila no quintal
Olhos vermelhos se cruzam, e se determinam
Beijo o passado e grito – até mais!
Flores transparentes em muros frios
Seu gosto é como o aroma de cafezais
Esculpe suas entranhas, afeta sua culpa
Esperar a escolha, não! Jamais!
Vindo a semente do demônio
Sopro seu útero com afeto
Se você fosse feita, feita de papel
O fogo do pensar viria logo atrás
Não resolvi ser mais uma entre muitas rimas
Não transbordei mais um em lagrima
Só sequei sua chuva, sua indecisão
E isso nunca vai ter perdão...