E se me pego olhando para o seu perfil
Como naquela velha melodia
Seus olhos nas sombras
Seus lábios atrás dos seus cabelos
Penso na ternura
Presente é a amizade...
A amizade é presente
E a culpa é ausência
Minha ausência
Perda...
Torpor
Como pode ser tão terna?
Como posso me desculpar
A beleza de não exigir desculpas já é perdoar...
Me acalmar
Sou uma fagulha efêmera perto da essência do seu talento
Sou sem querer arrogante em minha homenagem
Mas é só porque quero existir na sua expressão
Na minha amadora pseudopoesia sincera...
Rimar de propósito já não ouso faz tempo
Carrego o fardo do não esquecimento
Das pessoas que me consideraram mesmo ao relento
Sobre a garoa incerta do meu silencio...
Mas concordo com o sábio
A amizade é uma alma abitando dois corpos
E um Ser sem amigos é apenas substancia sem ato
Matéria prima sem escultor
Artífice sem aparato
Ilusoriamente inexato
Posso lhe agradecer agora
Posso lhe conhecer a qualquer hora
Seu Espirito leve faz parte da minha nova aura
Um objetivo, um salto,
Um tempero agridoce e de aroma sensato
Porto seguro latente da minha dor
Do entendimento do amor
Por mais que eu não te encontre eu já te encontrei
Por mais que eu não te veja eu já vislumbrei
E não me importa a intensidade do meu Ser-ai
Seu Ser-aqui preenche minha solidão
Agradeço aos quatro elementos
Essa exaltação
Proporção
Menção
Puro Ato circular de realização...
Oieeeee!!!
ResponderExcluirNossa que profundo!
MuitoOo lindo!
AbraçoOOoo