E lentamente
eu me via consumido pela paisagem, ou melhor, por uma parte da paisagem, que se
movimenta, que parece flutuar, que claramente como todas as outras coisas, independe da minha existência. Olhar depreciativo? De forma alguma. Tudo isso
não faz ponte com o que realmente gostaria de estar sentindo. São como cabelos
presos e ao vento, que a qualquer instante tendem a ser rebelar e esvoaçar,
reverberando, solidificando meu penar.
“I want
someone badly” como naquela canção. Solidão não soa melhor do que uma má
companhia, solidão hoje é acido, é meu nome. Os anos passam devagar, e a vida
cinza, com pequeninos pontos coloridos por aquarela, e eu estático preso em
linhas pretas no papel branco, observando os pigmentos aleatórios no canto da
página, cores que nunca irão me colorir.
O amor é uma
dadiva? De algum angulo diverso poderia ser maldição? A procura da exatidão, da
convulsão perfeita, do beijo sem intenção?
E foi ali que
percebi meu amadorismo. Ali que me senti humano como nunca anteriormente. O
descontrole, o pulsar, a vida, o pregador de peças, o bufão, um homem comum.
“I am my
mother’s only one, it’s enough...” como naquela canção. “Mãe não é mulher, não
para o filho” disse um amigo. E o caminho reverso? E o calor de verdade? E a
doença completa? Glamour discreto? Incerto?
Fidelidade a
memoria ruim...
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