terça-feira, 20 de novembro de 2012

Rabisquei no papel, uma ideia de toque...


Certas coisas só se exprimem corretamente através do papel, com toda coloração da aurora boreal, porém existem muitas coisas que o papel não suporta, e o jogo da conquista pode envolver as duas coisas, mas o físico sempre será definitivo. Até que ponto, se não há alternativa, o papel pode superar o vácuo da falta física?
Nosso lado animal que tanto tentamos esconder tem força tamanha para destruir qualquer ideia preconcebida de êxtase e esperança? Até que ponto posso conquistar a partir das sombras?
Eu me apaixono por ideias, por um mundo supra-sensorial, mas na ora de tocar o premio, não toco só minha mente, quero calor, euforia, pele, cheiro...
Seria isso o amor? Não...
Seria isso a paixão? Talvez...
Onde o amor está estão? Porque ainda queremos definir algo transcendental através de fontes mundanas e materiais?
Mas vivemos no mundo sensível! – É o que muitos retrucariam e com razão.
Sobrevivemos apenas de coisas sensíveis? – É claro que não!
A imaginação projeta o futuro da realidade.
As ideias podem ser reais. Não somos essência determinada, mas também não somos sacos vazios a serem preenchidos apenas.
O amor, ah, o amor é uma ideia, e quando se tem a oportunidade, é uma ideia que se pode tocar, porque quando se esta a deriva no mar do amor, o mundo das ideias é o mundo sensível de fato, e o costume é o cotidiano, e a felicidade esta nas pequenas coisas da vida, neste cotidiano, amor.

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