quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desintoxicação - 1


E esperou...
Convicto de sua derrota
Na ansiedade irracional
Nadando na inresposta
Espelhando publicamente sua angustia
Torcendo para o “logos” ser irrelevante...
Caminhando em brasas produzidas conscientemente no inconsciente
No temor da auto-sabotagem
Deixando o calvo topo domina-lo
E o semblante despadronizado a zombar de sua essência
Empurrando o “eu” de lado
Como se a própria existência fosse sua falha
Na verdade nunca se separou da melancolia
Esta que parecia um terceiro braço
Seu sangue correndo e girando
Se contorcendo e vibrando
Como combustível batizado
Como lama no asfalto...

Continuou esperando...
Não sentia o eterno retorno
Sentia que o erro de diagnostico seria sua alegria
Sentia que merecia esse “algo a mais”
E a vida cada vez mais curta
Absurda
Sintética
Sem emoção...

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